Fica a dica

Cine Diversidade

O projeto “Cine Diversidade”, realizado pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), traz ao Cine Santa Tereza uma edição especial com a mostra “A Onda de Filmes Queer em Super-8 da Paraíba”. Nos dias 19 e 20 de setembro, a partir das 19h, serão exibidos seis filmes produzidos na Paraíba em formato Super-8, no início dos anos 1980, com a temática LGBTQIA+, mostrando um registro histórico da militância queer e de figuras que marcaram a época na discussão da sexualidade no cinema paraibano.

Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados no site www.sympla.com. Uma quota de 50% dos bilhetes é reservada para distribuição no próprio cinema, 30 minutos antes das sessões. A programação completa do Cine Santa Tereza pode ser consultada no Portal Belo Horizonte.

A mostra “A Onda de Filmes Queer em Super-8 da Paraíba” traz, pela primeira vez a Belo Horizonte, um registro histórico da militância queer e de figuras que marcaram a época na discussão da sexualidade no cinema paraibano. O movimento cinematográfico na Paraíba na década de 1970 e no início da década de 1980 está associado à produção de um cinema superoitista, que introduziu a discussão LGBTIA+ e foi batizada de Cinema Guei. 

A discussão da sexualidade no cinema paraibano começou em 1981, com o filme “Esperando João”, de Jomard Muniz, e continuou no mesmo ano com “Perequeté” (1981), de Bertrand Lira, que será exibido na Mostra. O filme, que aborda as dificuldades para vencer o preconceito de um ator e bailarino na cena artística da Paraíba, alcançou uma abordagem mais ampla com “Closes” (1982), de Pedro Nunes, uma mistura de documentário e ficção. “Tá na rua” (1981), de Henrique Magalhães, mostra o trabalho experimental de um grupo de teatro em novos campos de dramatização. Em 1982, o grupo militante “Nós Também”, composto por cineastas, utilizou a arte como forma de luta e produziu o curta-metragem “Baltazar da Lomba” (1982). Desse cinema, fruto de um período menos totalitário, surgiram filmes como “Miserere Nobis” (1982), de Lauro Nascimento, e “Era vermelho seu batom” (1983), de Henrique Magalhães, uma ficção rodada em Baía da Traição, baseado na maneira do cineasta ver a sua própria sexualidade.

As sessões serão comentadas pelos diretores Pedro Nunes e Bertrand Lira, que estarão presentes para debater os filmes, contar sobre esse resgate histórico das obras e refletir sobre a importância dessa produção, até então negligenciada na historiografia do cinema brasileiro. Além dos cineastas, participam também do debate a artista Bramma Bremmer e o professor e pesquisador Paulo Maia, a mediação será feita pelo jornalista Gabriel Araújo e por Giulian Sales, representante da Comissão de Psicologia, Gênero e Diversidade Sexual do CRP-MG.

O Cine Diversidade é promovido pelo CRP-MG com a parceria da Diretoria de Promoção das Artes e da Diretoria de Políticas para a População LGBTQIA+, além do apoio cultural da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura e da Subsecretaria de Direitos de Cidadania. Criado em 2017, o projeto visa fomentar, pelo cinema, reflexões sobre gênero e diversidade sexual e a interface com a Psicologia, assim como incentivar as produções audiovisuais nacionais e internacionais como importante recurso de orientação e desmistificação de preconceitos e estigmas, o que fortalece o combate à LGBTfobia e consolida essa pauta dentro da agenda cultural de Belo Horizonte.

Nod dias 19 e 20 de setembro de 2023, a partir das 19h / Ingressos gratuitos: www.sympla.com.br ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes da sessão / Local: Cine Santa Tereza – Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza – Praça Duque de Caxias.

Um beijo

bhdicas

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